Edna Mendes
De Cornélio Procópio
Os 22 presos da Delegacia de Uraí (26 km a oeste de Cornélio Procópio) que se rebelaram no início da noite de anteontem terão de permanecer no pátio de sol da delegacia até que as reformas dos estragos feitos por eles sejam concluídas. Até ontem à tarde, nenhum preso havia sido transferido para outra delegacia. Por causa da rebelião, o delegado Ivan Bianchini prometeu mudar o tratamento dispensado aos presos.
A rebelião, que teve início por volta das 18 horas de domingo, durou duas horas e foi deflagrada após uma tentativa frustrada de fuga na manhã do mesmo dia. Quatro rapazes, de São Paulo, que foram presos na semana passada após assaltarem um taxista em Uraí, são apontados com os líderes da rebelião. Eles são considerados de alta periculosidade e têm mandados de prisão decretados por duas cidades paulistas.
Ontem, pedreiros da prefeitura de Uraí trabalharam durante todo o dia para consertar as celas danificadas. Eles também tiveram muito trabalho para soldar as grades que foram arrebentadas e retorcidas. As reformas devem ser concluídas amanhã.
O policiamento na delegacia foi reforçado com homens da Polícia Militar de Sertaneja, Rancho Alegre, Assaí e Cornélio Procópio. O delegado Ivan Bianchini nega que a delegacia tenha problemas com comida, conforme denunciaram os presos. Ela garantiu que os presos são tratados com ‘‘mordomia’’. ‘‘A comida daqui é farta e de boa qualidade’’, garantiu.
Ontem à tarde, o delegado se reuniu com os presos. Além de reivindicar a transferência dos condenados, eles também queriam um aparelho de som e uma televisão. A Delegacia de Uraí tem cinco celas e cada uma abriga, em média, quatro presos. A cadeia tem capacidade para 10 presos.

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