Um grupo de mulheres protestou na manhã de ontem, em frente à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba). O motivo era a suspensão das visitas aos presos, que normalmente acontece aos domingos. Elas não puderam se aproximar do prédio e permaneceram durante boa parte do dia a cerca de 200 metros da entrada principal da penitenciária. A Polícia Militar estuda liberar as visitas na quarta-feira.
A empregada doméstica Eliane A.A.S., casada com um dos internos, disse que ela e algumas outras mulheres estavam ali desde às 22 horas do sábado e que haviam dormido no frio e na chuva. ‘‘Durante a noite, ouvimos gritos e batidas nas grades’’, afirmou. A preocupação comum a todas era quanto a segurança e integridade física dos familiares detentos.
A manicure Vanusa (que preferiu não revelar o seu sobrenome) comentava que aquelas mulheres só estavam ali porque houve uma promessa de que quando acabasse a rebelião as visitas seriam permitidas. ‘‘O secretário prometeu, mas não cumpriu’’, protestava. Ela insistia em que fosse dada uma permissão de 15 minutos para que cada mulher visse o seu familiar.
O subcomandante do Batalhão da Polícia de Guarda (BPGD), major Nemésio Xavier, garantiu que os presos estão bem e de que inclusive há um médico acompanhando o trabalho de vistoria da polícia. Ele explicou que não havia a menor condição de permitir a entrada das visitas ontem por questão de segurança, já que ainda há muita madeira, cacos de vidro, ferros, paus e pregos nas galerias internas.
O major disse ainda não está confirmado o dia em que a visitação será novamente liberada. ‘‘Se conseguirmos retirar todos os entulhos, talvez seja na próxima quarta-feira’’, comentou o major.
Durante a operação pente-fino que está sendo realizada dentro do presídio, a polícia já encontrou vários estoques (armas improvisadas) e três rádios de comunicação, sintonizados na mesma frequência que a PM costuma utilizar.

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