Presos os quatro suspeitos do assassinato de vereador
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de novembro de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Marcos NegriniAcusadosOs quatro
suspeitos estão
presos na
Delegacia de
Sarandi. Da
esquerda para a
direita, José
Cristino, Marcos
Alves, Aparecido
Barbosa e
Leônidas
BarbosaQuatro suspeitos de envolvimento no assassinato do vereador Luiz Zanchin (PPS), 41 anos, ocorrido no sábado - entre eles o 1º suplente do vereador morto - estão presos na Delegacia de Polícia de Sarandi (7 km de Maringá). Eles foram acusados pelo delegado José Aparecido Jacovós de homicídio quadruplamente qualificado.
Segundo Jacovós, foram quatro os motivos que levaram os acusados a cometer o crime: premeditação, promessa de recompensa, motivo torpe e ocultação de outro crime. Por essa razão, os suspeitos ficarão presos até o final do julgamento. Como o crime é considerado hediondo pelo Código Penal, eles poderão ser condenados a pena máxima: 30 anos de reclusão.
Dois dos suspeitos foram presos às 12 horas da quarta-feira em Paranacity (66 km de Maringá): Leônidas Barbosa de Andrade, 35 anos, ensacador da usina de açúcar Santa Teresinha, e Marcos Alves, 22 anos, vendedor de mel, que disse ter sido o autor dos disparos que mataram Luiz Zanchin. Os outros dois, acusados de ser os mandantes do crime, foram detidos às 16 horas da quarta-feira em Sarandi: José Cristino Malta, 35 anos, dono de farmácia (localizada na mesma rua da delegacia) e suplente do vereador Zanchin, e Aparecido Barbosa de Andrade, 39 anos, irmão de Leônidas e ex-presidente do PPS municipal. À exceção de Marcos, os outros três são casados e têm filhos.
Foi um advogado de Sarandi que deu a primeira pista dos suspeitos à polícia. O delegado Jacovós está mantendo em sigilo o nome do advogado, que teme represálias. Na segunda-feira, o advogado contou a Jacovós que pouco antes das últimas eleições em Sarandi ele descobriu que Leônidas e José Cristino haviam contratado um mesário para transferir os votos de Zanchin para seu 1º suplente.
O advogado obteve provas da tentativa de fraude e pediu à Justiça Eleitoral para dispensar os serviços do mesário durante as eleições. Zanchin teve 440 votos e José Cristino 369. Segundo Jacovós, o assassinato de Zanchin teve como um dos motivos a ocultação da tentativa de crime eleitoral.
Após as eleições, Zanchin ficou sabendo do fato e foi cobrar explicações do suplente e do presidente municipal do seu partido, ameaçando entrar com processo na Justiça contra eles. Jacovós disse que só este fato seria motivo suficiente para a premeditação de um crime e começou a investigar a vida dos dois acusados. Descobriu que José Cristino responde a ação criminal, acusado de praticar aborto em sua farmácia. Os outros três são réus primários.
Os dois filhos de Zanchin - Willians, 16 anos, e Eonildo, 20 anos - assistiram ao crime. Eonildo disse que viu por três vezes Leônidas e Marcos rondando a casa da vítima. Com base em descrição feita por Eonildo, o delegado pediu à Polícia Técnica de Curitiba que fizesse um retrato falado dos suspeitos. O retrato chegou na terça-feira.
O advogado viu o retrato e disse que conhecia um irmão de Leônidas, que tinha algumas das características do desenho. Uma equipe de investigadores foi a Paracity e Leônidas foi reconhecido por Eonildo.


