Maringá - Presos da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) não confirmaram a denúncia de tráfico dentro do presídio envolvendo um detento e um agente penitenciário. A denúncia partiu do preso João Moreira da Silva, 28 anos, conhecido como ''Pezão'', condenado a nove anos e sete meses por roubo e porte ilegal de arma.
O delegado-adjunto da 9Subdivisão Policial de Maringá, Nilson Rodrigues, disse que o inquérito está ''fadado ao arquivamento''. Pezão denunciou que no dia 5 de junho viu o agente penitenciário Rogério Pacheco entregar para o preso Leo Luiz Pacheco duas bolas de haxixe e 15 cigarros de maconha. Leo é condenado a sete anos e dois meses por tráfico de drogas e é primo do agente penitenciário.
Pezão disse também que o comércio de drogas no interior da penitenciária é comum. Segundo ele, a droga chega aos presos por meio das visitas femininas. Ele denunciou também que na penitenciária três presos são conhecidos como os ''principais traficantes''. Conforme relato de Pezão, o cigarro de maconha é vendido por R$ 5,00.
O delegado-adjunto ouviu esta semana quatro presos. Todos negaram o comércio e o consumo de drogas dentro do presídio. Rodrigues afirmou que pretende ouvir agora o agente penitenciário. O delegado, porém, não marcou ainda a data do depoimento.
O delegado-adjunto afirmou que a falta de provas materiais possíveis a partir de alguma apreensão de drogas seria essencial ao inquérito. ''Sem provas fica difícil porque se ouvirmos todos os presos da PEM, todos irão negar'', disse. ''O arquivamento deste inquérito é quase certo porque é um depoimento contra outro sem nada de concreto'', completou Rodrigues.

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