Presos mototaxistas acusados de tráfico
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segunda-feira, 07 de abril de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Denúncias anônimas e um trabalho de investigação realizado pelo Serviço Reservado da Polícia Militar (P2) resultaram na prisão de quatro mototaxistas que integrariam uma quadrilha de tráfico de drogas. A ação da polícia aconteceu na noite de domingo, na Central Ação Moto Taxi, localizada na Avenida Leste-Oeste, próximo ao Terminal Urbano de Transporte Coletivo.
Segundo a polícia, foram presos Eduardo Gomes Noronha, 18 anos, e Cléber Eliseu, 21, que estavam com 30 papelotes de pasta base de cocaína e R$ 270 em dinheiro trocado. Também foram conduzidos à 10 Subdivisão Policial Renato Marques, 22, e Ivanildo Luciano Mazola, 32, que estavam com 45 buchas de cocaína, além de R$ 130 em dinheiro. Todos devem responder por tráfico de drogas. No local também foram apreendidos seis cartuchos de revólver calibre 38 e dez celulares.
De acordo com o tenente Ricardo Eguedis, porta-voz do 5º Batalhão da PM, nos últimos dois anos a polícia registrou pelo menos quatro apreensões de drogas envolvendo mototaxistas. Segundo ele, os suspeitos presos no domingo estavam agindo de forma organizada. ''Era uma quadrilha mesmo, mas devemos deixar claro que nem todos os mototaxistas estão envolvidos nisso. Existem trabalhadores sérios'', disse, lembrando que as denúncias anônimas são importantes fontes de informação para a polícia.
Em agosto de 2006, Edmara Adolfo Ferreira - que na época era presidente da Associação dos Mototaxistas do Norte do Paraná - foi presa em Cambé (Norte) com 127 papelotes de crack, uma trouxa de maconha e cerca de R$ 200 em dinheiro. Segundo a polícia, Edmara cumpre pena por tráfico na Penitenciária Feminina de Curitiba.
A atual presidente da associação, Lúcia Riccetto, lamentou o envolvimento dos mototaxistas com o tráfico e afirmou que isso prejudica a categoria. Segundo ela, os mototaxistas têm percebido uma queda na procura pelo serviço, o que, na sua opinião, relaciona-se à falta de confiança das pessoas na atividade. ''As pessoas não confiam mais. É uma vergonha isso o que aconteceu porque temos pais e mães de famílias que vivem do mototáxi e que acabam sendo prejudicados por esse tipo de coisa. Eu particularmente não conhecia o pessoal desse ponto, mas naquele trecho da Leste-Oeste, à noite, havia uma movimentação estranha'', relatou.
Fiscalização
Em Londrina existem 57 centrais de mototáxis funcionando e cerca de 550 mototaxistas. Segundo Wilson de Jesus, coordenador de transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), o número de mototáxis clandestinos é pequeno, devido à constante fiscalização. Porém, ele lembra que os maiores fiscalizadores deste serviço são os próprios usuários. ''O contratante deve ter a certeza de que o mototaxista está regular na categoria. Para isso, basta verificar se a placa da moto é vermelha e se o condutor está identificado com a credencial de porte obrigatório, fixada sobre o colete'', explica. (Colaborou Micaela Orikasa)


