Apucarana Duas horas de faxina foram suficientes para higienizar as dependências do minipresídio de Apucarana no final da tarde de ontem. Os 153 detentos da unidade tiraram das galerias cacos de vidros e restos de objetos queimados, resultado do motim que começou segunda-feira. Eles continuam a recusar as marmitas fornecidas pelo presídio e ontem os parentes acabaram não podendo fazer as visitas em decorrência dos problemas de higiene nas galerias e no pátio.
O esforço para fazer a limpeza foi motivado pela promessa da juíza criminal Karen Severhamel Giuseppin de se dirigir hoje à unidade para conversar com os detentos. Em reunião realizada na tarde de ontem com representantes do Ministério Público e familiares dos presos, a juíza se comprometeu a ouvir as reivindicações dos rebelados, que até agora não esclareceram o motivo da revolta.
Na reunião foi informado aos parentes dos que a Justiça está estudando a situação processual de todos os detentos já condenados e que haverá mais remoções nos próximos dias, inclusive dos adolescentes que estavam internados no local. Também ficou acertada uma reunião para uma discussão mais ampla dos problemas do minipresídio.

mockup