Curitiba - A Delegacia de Homicídios de Curitiba apresentou ontem dois irmãos gêmeos suspeitos de participação na chacina ocorrida em um terreiro de umbanda do bairro Fazendinha, em novembro, quando cinco pessoas foram mortas. Os rapazes foram detidos pela Polícia Militar no último domingo e um deles foi reconhecido por testemunhas como sendo um dos atiradores que cometeu o crime. Apesar de confessarem desentendimentos com o pai-de-santo Adão da Silva, 48 anos, um dos mortos na chacina, eles negam participação nos assassinatos.
Os irmãos Adans e Alan Garcia de Lima, de 20 anos, tiveram prisão temporária decretada dias após o crime, ocorrido na noite de 17 de novembro. Segundo o escrivão Manoel Mendes, aconselhados por um advogado, os gêmeos se recusaram a prestar depoimento. ''Eles afirmam que só vão se pronunciar em juízo'', disse Mendes.
Os rapazes contam que pagavam aluguel para morar em quartos anexos ao terreiro. ''Eu tinha R$ 100 para pagar o aluguel e o dinheiro sumiu'', diz Adans. Eles suspeitaram que o dinheiro teria sido roubado pelo filho de Silva e foram tirar satisfação com o rapaz. Por isso, acabaram sendo expulsos do terreiro.
Os irmãos dizem ainda que o pai-de santo tinha muitos desafetos. O escrivão Manoel Mendes confirma que Silva possuía uma longa ficha policial. Mas o que complica a situação dos gêmeos é que Adans foi reconhecido por duas testemunhas. Os dois devem permanecer detidos por pelo menos 30 dias, quando vence o prazo da prisão temporária.
De acordo com as investigações, o alvo dos criminosos seria apenas o pai-de-santo. As outras quatro pessoas morreram porque estavam entre ele e os atiradores. Além de Silva, as vítimas da chacina foram Rosemary de Fátima Araújo, 48 anos; Carlos Alberto Vieira, 42; Franciele Fátima Ramos Araújo, 23; e Dayane Freitas Nokio, 13.

mockup