Cinco presos fugiram ontem de madrugada da cadeia pública de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) e até o final da tarde não haviam sido recapturados. De acordo com a delegada Gianne Aparecida dos Santos, os presos escaparam por um buraco aberto na laje da cela. ‘‘Chovia muito e o plantonista não ouviu nada. Com certeza, a perfuração foi feita durante o jogo da noite anterior. Só constatamos a fuga pela manhã na contagem dos presos’’, disse.
Entre os fugitivos há dois condenados e a delegada não tinha pistas do paradeiro deles até o início da noite de ontem. Apenas um é da região e por isso Gianne pediu apoio para a polícia da cidade de origem de cada um. O buraco da cela já foi coberto e a laje recebeu um cobertura extra de cimento. ‘‘Temos poucos funcionários e nenhum guarda externo. A estrutura também é muito antiga e pouco segura’’, justificou a delegada.
Tortura Peritos do Instituto Médico-Legal (IML) realizam hoje cedo exame de corpo de delito em 27 detentos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). A intenção é checar a denúncia de excesso de força na repressão à tentativa de fuga do último dia 13 seguida por torturas contra os 20 presos colocados em isolamento.
Os cinco agentes denunciados pelos detentos já foram transferidos para o setor administrativo e a comissão de sindicância interna do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) deve chegar à cidade na próxima semana. Eles terão, no mínimo, 15 dias para apresentar um relatório e sugestões de medidas cabíveis. ‘‘Não vou tolerar abusos’’, afirmou o coordenador-geral do Depen, Pedro Marcondes.
O Conselho da Comunidade e a Comissão de Direitos Humanos (CDH) estão enviando todas as queixas e evidências de violência contra os presos de Londrina para a Central Nacional do Movimento de Direitos Humanos. Através dela e de uma organização não-governamental (ONG) norte-americana essas entidades pretendem pressionar o governo a rever o sistema penitenciário.

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