Emerson Cervi
De Curitiba
Foram presos na última sexta-feira pela Polícia Civil do Paraná Nelson Pomerening, 51 anos, Léia Maria Zamuner Brum de Andrade, 43, e Juçara do Rocio de Paula, 43. Os três eram funcionários da Companhia Providência - indústria de embalagens plásticas e são acusados de provocar um desfalque de US$ 12,6 milhões na empresa. A prisão preventiva foi solicitada pelo Ministério Público. Nelson Pomerening já tinha sido preso antes, mas foi libertado por habeas corpus. Agora, os bens dele foram sequestrados pela Justiça.
O delegado da Subdivisão de Vigilância Privada, Olavo Americano Romanus, definiu o golpe como ‘o desfalque do século’. ‘‘Há quatro anos eles vinham adulterando cheques da empresa e desviando recursos para fora do País’’, disse. Nelson Pomerening, que é pastor evangélico, era chefe da contabilidade da Companhia Providência há 11 anos. ‘‘Existem mais dez pessoas indiciadas, que faziam parte do esquema, mas vamos manter os nomes dos outros envolvidos em sigilo para não atrapalhar as investigações’’, afirmou Romanus.
Por determinação do juiz da central de inquéritos, Luiz Mateus de Lima, a Polícia Civil proibiu a apresentação dos indiciados a órgãos de comunicação. Entre os bens de Pomerening sequestrados está uma fazenda no Mato Grosso do Sul, vários apartamentos em Curitiba e no Litoral do Paraná, carros e dezenas de tapetes persas. Segundo o delegado, Nelson, Léia e Juçara adulteravam alguns cheques depois de assinados pela proprietária da indústria, Anita Starostik. Esses cheques eram usados para pagar a empresa de desembaraço aduaneiro Aduaneiras Com. Desp. Ltda, com sede em Foz do Iguaçu. O valor excedente era desviado para contas bancárias em outros países.
Outro lado – O advogado dos três acusados, Antônio Pellizzetti, já protocolou pedido de habbeas corpus no Tribunal de Alçada para soltura dos presos. ‘‘Os argumentos usados pelo Ministério Público para pedir prisão preventiva são infundados.’’ ‘‘O Nelson não está se preparando para deixar o país, desde o dia 31 de março, quando o inquérito começou, o Nelson não foi mais a Foz do Iguaçu’’, disse. De acordo com o advogado, Pomerening afirmou em seu depoimento que a dona da Companhia Providência sabia das remessas para o exterior. Essa denúnica foi oficializada à Polícia Federal, que abriu um inquérito para investigar possível lavagem internacional de dinheiro.

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