Presos fogem de cadeia superlotada
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Cláudia Palaci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Vinte e sete presos fugiram da carceragem do 11º Distrito Policial, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), no início da manhã de ontem, por um buraco do sistema de ventilação, no teto. No momento da fuga, três policiais civis e dois auxiliares de carceragem estavam na unidade. O local estava superlotado, com 148 presos em um espaço destinado a 40. Até a tarde de ontem, dois homens haviam sido recapturados.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Jorge Azôr Pinto, os presos utilizaram artefatos do cotidiano e serras para abrir o buraco e teceram cordas com cobertores e roupas para saírem da carceragem. A movimentação dos presos foi observada pelos plantonistas por volta
das 6h30.
As celas das cadeias estavam sem portas, informou o delegado, desde a última rebelião, em janeiro deste ano, quando um preso morreu e outros três ficaram feridos. Ainda de acordo com Pinto, Obras emergenciais foram realizadas, mas o funcionamento da delegacia continuou precariamente. A transferência de presos para o 11º DP foi suspensa no início de abril.
A fuga no CIC reacendeu a cobrança da construção das celas modulares para reduzir a superlotação nas delegacias de Curitiba e região metropolitana. A Secretaria de Estado de Obras Públicas informou que 61 unidades estão sendo construídas e começarão a ser entregues, por lotes, a partir da semana que vem. A previsão de conclusão era para o início de abril, mas, devido às chuvas em Curitiba, no começo do ano, o cronograma atrasou em um mês, justificou o governo. A celas ficarão no Centro de Triagem II, em Piraquara, na região metropolitana, e cada uma tem a capacidade de abrigar 12 pessoas.
Para o delegado-geral, a polícia sofre com a superpopulação carcerária em delegacias da Capital e região metropolitana por lentidão das transferências de presos para as penitenciárias. O Centro de Triagem II, de Piraquara, informou que tem 700 presos liberados pela Corregedoria dos Presídios para a remoção imediata, porém, faltam vagas
em presídios.


