Menos de um mês depois de ter aberto as portas para receber detentos condenados da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e da Casa de Custódia (CCL), o Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina sofre a primeira tentativa de fuga. Na manhã de ontem, dois dos 36 presos que estavam no pátio de sol conseguiram chegar até o telhado da unidade, depois de ''escalar'' o muro, de quase dez metros de altura. Para chegar ao telhado, os presos fizeram uma pirâmide humana. Policiais que faziam a guarda acionaram o alarme frustrando a ação dos detentos.
Segundo o diretor do CDR, major Raul Leão Vidal, a ação aconteceu às 8h15, horário em que os presos são levados ao pátio para tomarem sol. Para ele, não houve nenhuma falha na segurança. ''Jamais eles teriam êxito, principalmente por ser de dia. A ação da Polícia Militar foi rápida e eficiente. O local onde eles tentaram fugir é totalmente visível'', comentou Vidal.
Os dois presos que tentaram fugir são condenados que estavam detidos na PEL. Segundo o próprio diretor, eles são ''perigosos''. ''Os dois já estão em celas de isolamento e, como punição, permanecerão por até 30 dias. Eles também perdem algumas regalias como visitas íntimas ou qualquer outro procedimento que estiver correndo na Vara de Execuções Penais (VEP)'', disse.
No meio da tarde, integrantes do Pelotão de Choque do 5º Batalhão da Polícia Militar entraram na unidade para fazer uma revista geral, procedimento de rotina quando há registros de fugas ou tentativas. Segundo o Centro de Operações, os policiais iriam fazer também a contagem dos presos.
O prédio do CDR começou a receber os presos da PEL e da Casa de Custódia no dia 25 de abril. A unidade, que tem capacidade para 860 presos, já recebeu 690 e deverá atingir a capacidade total nos próximos dias, por causa das transferências que continuam sendo feitas. Ainda segundo o diretor, o CDR possui 964 celas, porém, nem todas serão preenchidas pelos detentos transferidos. ''Algumas ficarão disponíveis para casos de castigos, isolamentos, etc'', disse.
A unidade começou a funcionar sem câmeras de vigilância para monitoramento dos presos à distância. Ainda não há prazo para instalação do equipamento, porque o governo do Estado pretende fazer uma única compra para todos os novos presídios que deverão ser inaugurados este ano. Ao todo, 180 carcereiros trabalham no CDR. (Colaborou Luciano Augusto)

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