Um investigador foi feito de refém em um princípio de rebelião registrado ontem, na carceragem do 4º Distrito Policial (4º DP) de Londrina. Um grupo de presos chegou a escapar da cela onde estavam detidos, mas ficaram enclausurados no corredor do distrito por cerca de meia hora, até que um outro detento, citado pela Polícia Civil como ''de confiança'', conseguiu acionar a Polícia Militar (PM). Ninguém foi ferido. A carceragem do 4º distrito, que tem capacidade para 24 presos, abriga 79.
Segundo o delegado de plantão na 10 Subdivisão Policial de Londrina, Marcelo Sakuma, o tumulto no 4º DP se iniciou por volta da zero hora, quando o investigador, que estaria trabalhando como carcereiro, atendia a um pedido de um dos presos. ''Um deles reclamou de problemas de saúde e o policial foi averiguar. Quando ele chegou na cela, ele percebeu que as grades já estavam serradas. Os presos o renderam com um estoque'', contou o delegado.
De acordo com um policial do 4º distrito que não quis se identificar, a cela danificada abrigava 12 presos, que só ficaram detidos no DP por causa de um cadeado, fechado pelo investigador antes de entrar no corredor.
Momentos depois do tumulto, um presos de confiança teria conseguido alcançar o telefone e ligado para a PM. ''O choque chegou e impôs ordem rapidamente. Em 30 minutos, estava tudo resolvido e o investigador não havia se ferido'', contou Sakuma. No distrito, os oficiais preferiram não revelar o nome do investigador feito de refém para ''preservá-lo''.

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