Emerson Cervi
De Curitiba
Mesmo com a confirmação dos decretos de expulsão do País, os oito presos estrangeiros do Penitenciária Central do Estado (PCE) resolveram continuar a greve de fome iniciada na sexta-feira, dia 22. Agora eles querem ser transferidos da PCE para aguardar os trâmites burocráticos da expulsão em outra unidade penitenciária. ‘‘A direção do presídio informou que eles continuarão no presídio porque não há outra unidade e nós pedidos que acabassem com a greve de fome, mas eles não aceitaram’’, afirmou ontem à tarde o advogado Ricardo Ravazzani.
Hoje a manifestação dos presos completa seis dias. Ontem, o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, José Tavares, enviou os decretos de expulsão do presos à Vara de Execuções Penais do Estado, que autoriza a saída deles do Brasil. O cônsul da Argentina no Paraná, Antônio Roberto Deimundo Escobal, esteve ontem na PCE. Ele pediu a Enrique Augustin Pinotti, preso argentino que lidera a greve de fome, para terminar a manifestação. Pinotti não aceitou. Está marcada para às 10 horas de hoje a visita do vice-cônsul do Paraguai, Raul Leghizamon, aos três paraguaios que exigem a transferência.
Além do argentino e dos paraguaios, estão em greve de fome um liberiano e três bolivianos. Todos foram condenados por tráfico de drogas no Brasil e o período de reclusão varia de 3 a 6 anos.
Ontem os grevistas passaram por nova avaliação do estado de saúde. ‘‘Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, espero que os presos tenham percebido que a continuidade da greve de fome só poderá trazer prejuízos a eles’’, disse ontem Tavares.

mockup