Rubens Burigo Neto
De Curitiba
Foi apresentado ontem à tarde na Delegacia de Homicídios de Curitiba o casal Antônio Martins Vidal, 47 anos, e Tereza da Silva, 34 anos, envolvidos no assassinato do diretor da Corretora de Seguros do Banestado, Miguel Siqueira Donha, 51 anos. Ele foi morto durante um assalto, na madrugada de sábado em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O delegado Fauze Salmen contou que a prisão foi possível porque Edson Vaz, o autor do tiro que matou Donha, ligou duas vezes de um telefone público em Itaperuçu (entre Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul) para Vidal.
Salmen informou que três equipes da delegacia continuavam a perseguir Edson Vaz e o parceiro dele (ainda não identificado) pela RMC e esperavam prendê-los ainda ontem à noite. Vaz é um conhecido ladrão de carros de Rio Branco do Sul. ‘‘Na primeira tentativa de contato deles, à 0h56 de sábado, Vaz ligou para o número 354-8373, depois, à 1h25min, ligou para o celular 9951-6252 e estes dois telefones pertencem a Vidal’’, explicou o delegado, afirmando que Vidal ‘‘encomendou’’ o roubo do carro do diretor da corretora.
Vidal e a mulher dele foram autuados em flagrante por receptação mas, pelo crime da madrugada de sábado todos os envolvidos podem ser acusados de sequestro seguido de morte.
Na casa de Vidal, em Almirante Tamandaré, a polícia também apreendeu peças de carros, documentos e cheques de Janio Jorge Klug e de Samir Rodrigo Santos. O delegado informou que Klug foi assaltado no dia 5 de novembro do ano passado. Somado, o valor dos quatro cheques de Klug (em nome da Infoside Computação) é de R$ 34.521,80 e os 2 de Samir Santos, R$ 16.510,00.
Vidal, demonstrando tranquilidade, negou a participação no assassinato de Donha e garantiu que os documentos encontrados na casa dele ‘‘foram achados por um menino’’. Ele deu uma versão insólita para explicar os telefonemas que recebeu de Vaz: ‘‘ele me ligou para a gente acertar os detalhes do batizado do filho dele, de quem eu serei padrinho, e se eu queria comprar um toca-fitas’’, justificou.
O corretor do Banestado e a mulher dele, Iara Donha, chegavam em casa, uma chácara afastada do centro de Almirante Tamandaré, vindos de um casamento num restaurante de Santa Felicidade. Ainda dentro do carro (um Tempra verde placas MAL 8397), eles foram abordados por dois homens armados com revólver, que tomaram o casal como refém e dirigiram-se a Itaperuçu. Os bandidos abandonaram Iara no caminho, com R$ 2, e seguiram em frente com Donha. Depois de roubar seus documentos e dinheiro, deram um tiro no joelho dele e o abandonaram na beira da estrada. Ele morreu devido a uma forte hemorragia provocada pelo tiro.Antônio Martins Vidal e Tereza da Silva foram detidos depois de receberem dois telefonemas de Edson Vaz, que seria autor dos disparos
Kraw PenasEnroladosVidal e Tereza foram autuados em flagrante por receptação, mas podem ser acusados de sequestro seguido de morte

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