Presos do semiaberto podem ajudar na manutenção de postos de saúde de Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de abril de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 

Já está na Câmara de Vereadores um projeto de lei que autoriza a prefeitura a incluir mais de R$ 91 mil no orçamento para um convênio entre a Secretaria de Saúde e o Creslon (Centro de Reintegração Social). A parceria prevê a utilização de presos do regime semiaberto para reparos em 54 unidades básicas, duas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), Maternidade, PAI (Pronto Atendimento Infantil), três CAPS e a Farmácia Municipal.
Segundo o secretário de Saúde, Felippe Machado, os detentos farão reparos simples. "Cortar o mato alto dos postos, pintar uma parede, substituir uma lâmpada queimada, limpeza de calhas, dentre outros serviços. Os trabalhos mais especializados, como uma instalação elétrica, por exemplo, que necessita de um profissional específico, é demanda de uma terceirizada que já presta serviço para o poder público", comentou.
Os materiais serão fornecidos pela própria prefeitura. Machado explicou que os consertos hoje são feitos por meio de licitações emergenciais, publicadas quando problemas aparecem em algumas UBS, ou por servidores antigos que ajudam na manutenção. "Com os apenados, queremos evitar surpresas e atuar preventivamente, ou seja, ter a solução antes".
Os R$ 91 mil, conforme o projeto, serão repassados diretamente aos presos. O gerenciamento ficará a cargo do Creslon, que mantém 340 pessoas na unidade da zona leste. A duração do convênio deve ser de um ano, mas o acordo pode ser prorrogado pelo mesmo período. A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça do Legislativo até o dia 16 de maio.


