A remoção do excedente de presos do 2º Distrito Policial (DP) de Londrina, determinada pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto Ferreira do Valle, começou a ser realizada ontem. Foram transferidos para comarcas vizinhas 14 presos; outros cinco receberam alvará de soltura e foram colocados em liberdade. A determinação judicial é de que mais nenhum preso pode dar entrada no 2º DP e 35 dos 71 presos homens devem ser transferidos.
O juiz determinou, em sentença entregue ao cartório da VEP na quinta-feira, a interdição do 2º DP em função da superlotação e da falta de condições da carceragem. O distrito estava com 71 homens e 31 mulheres.
O sistema de carceragem em Londrina encontra-se sem vagas. Os 3º e o 5º distritos estão desativados desde novembro do ano passado, quando foi inaugurada a Casa de Custódia, por determinação do Secretário de Segurança do Estado, José Tavares. O 4º DP foi reativado e já está com 45 presos, quando sua capacidade é para 24. A situação na Casa de Custódia e a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) é a mesma.
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Gilson Garret, recusou-se a falar de que forma iria cumprir a determinação judicial, diante deste quadro no sistema de carceragem em Londrina. Ele limitou-se a dizer que não se pronunciará sobre este assunto.
Valle afirmou que até o início da semana a remoção deve ser concluída. Segundo ele, ontem à tarde o coordenador do Departamento Penitenciário do Estado, Pedro Marcondes, responsável pela remoção, autorizou a VEP a selecionar 15 presos condenados do 2º DP e do 4º DP para serem transferidos para a Prisão Provisória de Curitiba, o que deverá ocorrer no início da próxima semana. ‘‘Estamos fazendo um giro de presos. Com a saída de detentos do 4º DP sobram vagas para os do 2ºDP e o que faltar vai para a Casa de Custódia’’, disse o juiz.

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