Presos destróem cadeia em Goioerê
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segunda-feira, 30 de agosto de 2004
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Goioerê O juiz Juliano Albino Manica e a promotora Juliana Andrade da Cunha, ambos da comarca de Goioerê (78 km a oeste de Campo Mourão), ficaram com a responsabilidade de conseguir a remoção de parte dos presos da cadeia local, que na tarde de ontem teve uma ala ''completamente destruída'', segundo descrição do delegado Gilberto Pereira da Silva, por uma rebelião que durou cerca de quatro horas. A interdição do local agravou a superlotação. Os presos ameaçam retomar o motim se nada for feito hoje.
De acordo com o delegado, havia meses que os detentos ameaçavam se rebelar alegando superlotação. Segundo informações da Polícia Civil, a cadeia abrigava 65 presos em um espaço destinado a menos da metade deste contigente. O problema se agravou, segundo Gilberto Silva, depois que 11 presos foram transferidos para a comarca na semana passada. Eles também estavam em cadeias superlotadas da região.
O motim começou por volta das 13 horas. Os presos de uma das duas alas arrancaram todas as grades e passaram a chocá-las contra as paredes da cadeia. Com a confusão generalizada e as paredes prestes a ruir, a polícia chamou reforço e cercou o prédio. Participaram da ação o Pelotão de Choque de Campo Mourão e policiais militares de outros batalhões. Os ânimos só se acalmaram com a presença das autoridades, que acompanharam a revista no solário. Não foram encontradas drogas nem armas.


