Presos depredam cadeia em Colombo
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terça-feira, 12 de setembro de 2000
Julio Cesar Lima De Curitiba 
Os presos da delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, se rebelaram no início da noite de segunda-feira. Eles não conseguiram fugir mas depredaram algumas celas. Com 33 presos em um espaço com capacidade máxima para 16, eles reclamam da superlotação e também da suspensão das visitas semanais dos familiares. Para amenizar a situação, começou ontem a transferência de cinco presos para o Centro de Orientação e Triagem do Ahú, na Capital. A delegacia de Colombo está interditada desde o início de janeiro e não há previsões para sua reforma.
Segundo o superintendente Airton Pereira da Silva, a rebelião teve início com José Rodrigues Félix, 32 anos, preso há dez dias por causa de um acidente de trânsito e agressão a um policial rodoviário. Com a ajuda de Elizeu Peres e Julio Alves de Lima, Félix retirou uma cantoneira da parede e abriu uma fenda na lateral do prédio. Com isso, outros presos aderiram à rebelião e atearam fogo nos colchões, destruindo as celas e o circuito interno de tevê.
A tentativa de fuga falhou por causa do pequeno espaço aberto pelo presos. Com o fogo ateado nos colchões, muitos presos que não quiseram participar da fuga correram o risco de serem intoxicados pela fumaça. Com supostos problemas mentais, Félix alega não poder receber seus remédios, necessários para as frequentes crises. Eles não permitem nada aqui dentro, nem recebemos visitas, afirmou.
Segundo Airton, as visitas eram permitidas semanalmente, mas muitos objetos começaram a ser levados para dentro do distrito, principalmente pelas mulheres dos presos. Como não podíamos revistá-las elas traziam várias coisas que posteriormente encontrávamos em nossas revistas, disse. Atualmente as visitas acontecem na última quinta-feira de cada mês.
No dia 4 de maio, o preso Joel Barbosa morreu após uma rebelião. Com oito agentes, a delegacia de Colombo é responsável pelo atendimento a 125 mil habitantes da região.


