Presos denunciam maus tratos dentro da PCE
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segunda-feira, 23 de outubro de 2000
Julio Cesar Lima De Curitiba 
A presença da Polícia Militar na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, provocou denúncias dos presos que acusam a corporação de tortura, racionamento da água e falta de alimentação. A PM é responsável pela segurança do presídio desde o fim da mais recente rebelião, no dia 12 de outubro. As reclamações surgiram de algumas pessoas que visitaram os presos no final de semana. A PM nega que esteja ocorrendo alguma irregularidade.
Segundo a noiva de um prisioneiro, que pediu para não ser identificada, muitos presos estavam com hematomas e com pouca alimentação. Eles disseram que quando chega à noite os policiais os retiram das galerias e batem antes de colocá-los novamente na cela.
O tenente Sergio Satto, do Batalhão de Guarda, afirmou que a Polícia Militar não faria nada que ferisse o regulamento. Na sua opinião, as seguidas visitas de representantes da Justiça, da Vara de Execuções Penais e outros órgãos ligados aos direitos humanos comprovam a normalidade da situação. Recebemos ordens da Secretaria da Segurança para que nenhum preso saísse da cela, com exceção daqueles que trabalham na cozinha ou na varredura do pátio, disse o tenente.
Sobre a falta de comida, a PM informou que os presos comem o que está disponibilizado pelo Estado. Um preso teria dito que é servida apenas uma refeição diária. A PM no entanto, afirma que além do café da manhã são servidos almoço e jantar.
O racionamento de água é resultado, segundo a PM, dos estragos feitos na estrutura hidráulica da penitenciária durante a rebelião.


