Presos de Apucarana continuam na UTI
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de janeiro de 2002
Célia Guerra 
Correm risco de vida os cinco presos que se feriram anteontem, durante uma rebelião no mini-presídio de Apucarana. Até o início da tarde, eles continuavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Providência, já que a Central de Leitos não havia conseguido vagas para transferí-los para um hospital de queimados em Curitiba ou Brasília (DF).
Agnaldo Natalino da Silva, Reginaldo de Jesus Isabel, Marcelo Aparecido Faustino, Osni Alves Pereira e Vagner Galvão tiveram mais de 80% do corpo queimado. Eles estavam na primeira cela atingida pelo incêndio. A confusão começou após a explosão de um botijão de gás dentro de uma das celas. Os agentes teriam demorado para prestar socorro, o que revoltou os demais presos que decidiram protestar ateando fogo nos colchões.
O delegado da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, Acácio Gonzaga de Azevedo, começaria a ouvir os cinco presos que estariam envolvidos no protesto. O delegado aguardava também a conclusão de um relatório interno e de outro documento que estava sendo elaborado pela Polícia Militar.
Azevedo estava providenciado um levantamento dos prejuízos no presídio. Segundo ele, seria necessário fechar o buraco que estava sendo aberto na parede de uma das celas e repor os colchões que foram queimados pelos detentos. Ele devolveu três presos para a delegacia de Arapongas (37 km a oeste de Londrina). O mini-presídio está agora com 105 presos, mas a capacidade é para 80 detentos.


