Correm risco de vida os cinco presos que se feriram anteontem, durante uma rebelião no mini-presídio de Apucarana. Até o início da tarde, eles continuavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Providência, já que a Central de Leitos não havia conseguido vagas para transferí-los para um hospital de queimados em Curitiba ou Brasília (DF).
Agnaldo Natalino da Silva, Reginaldo de Jesus Isabel, Marcelo Aparecido Faustino, Osni Alves Pereira e Vagner Galvão tiveram mais de 80% do corpo queimado. Eles estavam na primeira cela atingida pelo incêndio. A confusão começou após a explosão de um botijão de gás dentro de uma das celas. Os agentes teriam demorado para prestar socorro, o que revoltou os demais presos que decidiram protestar ateando fogo nos colchões.
O delegado da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, Acácio Gonzaga de Azevedo, começaria a ouvir os cinco presos que estariam envolvidos no protesto. O delegado aguardava também a conclusão de um relatório interno e de outro documento que estava sendo elaborado pela Polícia Militar.
Azevedo estava providenciado um levantamento dos prejuízos no presídio. Segundo ele, seria necessário fechar o buraco que estava sendo aberto na parede de uma das celas e repor os colchões que foram queimados pelos detentos. Ele devolveu três presos para a delegacia de Arapongas (37 km a oeste de Londrina). O mini-presídio está agora com 105 presos, mas a capacidade é para 80 detentos.

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