Presos de Antonina fazem motim
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma tentativa de fuga frustrada provocou motim entre os cerca de 40 presos da Delegacia de Antonina, Litoral do Estado, no início da noite de domingo. Os detentos arrancaram as portas das celas e trancaram o acesso à carceragem. Uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) foi acionada para conter a rebelião, que só terminou por volta das 4 horas da madrugada de ontem, depois que os policiais ocuparam o prédio da delegacia. Quatro presos tiveram ferimentos leves. A polícia usou munição não-letal.
O delegado de Antonina, Rubens Miranda Júnior, disse que os presos não tinham reivindicação específica. ''A movimentação toda era uma tentativa de fuga'', afirmou. Por volta das 18 horas de domingo, eles haviam aberto um buraco na parede de uma das quatro celas. Os policiais do plantão perceberam a tempo e a fuga foi evitada. A partir daí, teria começado o quebra-quebra na carceragem.
Miranda Jr. admitiu que as celas abrigam número de presos além da capacidade. ''O ideal seriam dois presos por cela'', afirmou. Cada cubículo abrigava, pelo menos, 10 detentos. Há uma quinta cela destinada a mulheres na parte externa da delegacia.
Segundo o delegado, sete presos, identificados como principais líderes do motim, foram transferidos para Delegacia de Paranaguá (que também enfrenta problemas de superlotação). A maioria dos presos, em Antonina, ainda aguarda julgamento e está presa por tráfico de drogas, furto e violência doméstica. Miranda Jr. disse que solicitou à Justiça a transferência, também, dos presos condenados. A delegacia terá que ser reformada.


