O delegado responsável pela Divisão de Homicídios da 10 Subdivisão Policial de Londrina (SDP), Joaquim Antonio de Melo, já ouviu 20 pessoas durante as investigações sobre a morte de M.P.V., 27 anos, ocorrida no dia 1º de março. Acusado de abusar sexualmente da filha de sete anos, ele passou por duas unidades prisionais (Casa de Custódia e 2º distrito policial), onde teria sido espancado. A Folha não publica o nome completo do rapaz para preservar a identidade da criança.
De acordo com o Melo, seis detentos da Casa de Custódia, que dividiam a cela com M.P.V., foram ouvidos. Um deles teria assumido a responsabilidade pelas agressões. Porém, segundo apontam as investigações, foram quatro os autores da agressão. ''Eles teriam dado pontapés, chutes, socos e até queimaram plástico sobre o corpo do rapaz. Segundo o que foi relatado, eles levaram cerca de 40 minutos para desacordá-lo. Ele foi torturado'', declara o delegado. M.P.V. ficou cerca de duas horas dentro da Casa de Custódia, relata Melo, para onde foi transferido porque já estava sofrendo violência na cela do 2º DP, onde ficou por um dia.
Para concluir as investigações, Melo afirma que irá solicitar uma perícia na cela da Casa de Custódia onde ficou, além de ouvir agentes dessa instituição e funcionários do 2º distrito. Pelo menos mais dez pessoas devem prestar depoimento. O delegado aguarda ainda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre as causas da morte de M.P.V.. O documento já teria sido concluído, mas ainda não chegou até o delegado.
As investigações sobre os supostos abusos sexuais são de responsabilidade da Delegacia da Mulher.

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