Duzentos e quarenta presos da Casa de Custódia de Londrina (CCL) entraram em greve de fome na noite de segunda-feira. A atitude é um protesto contra a suspensão da entrega de sacolas com alimentos e cigarros, levadas todas às quartas-feiras pelos familiares, e o corte de energia a partir da meia-noite.
O diretor da CCL, major Edison Marcos Tomas afirmou que a proibição da entrega de sacolas foi uma medida da empresa Humanitas, que administra a CCL. A direção da cadeia entendeu ser importante para a segurança, segundo Tomas. Ele afirmou que há uma certa dificuldade para vistoriar todos os alimentos. ‘‘Não temos como abrir todas as bolachas recheadas, por exemplo. Estes recheios podem conter maconha, cocaína’’, exemplificou.
Tomas explicou que a revista dos alimentos absorve uma quantidade grande de funcionários. ‘‘Não precisa disto. A alimentação aqui é boa, o cardápio não se repete durante toda a semana e é acompanhado por nutricionista’’. Quanto à energia, o diretor da CCL afirmou que se também se trata de uma medida de segurança.
‘‘Os presos ficam com som alto ligado, o que pode encobrir barulhos estranhos, como de serra. Isto compromete o trabalho de segurança’’, disse.
Tomas afirmou que estes dois itens não serão negociados com os presos para que se encerre a greve de fome.
Ontem no início da noite, um grupo da Comissão de Direitos Humanos (CDH) de Londrina faria uma vistoria na CCL mas não pôde entrar.

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