Presos confirmam tráfico de drogas
O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Acácio Azevedo, ouviu ontem o comerciante Nivaldo Móia, que fornece verduras para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). O delegado está investigando denúncias de irregularidades que incluem corrupção e tráfico de drogas na PEL, contidas em uma carta anônima encaminhada a diversas autoridades municipais e estaduais.
Móia confirmou que doou 50 quilos de carne para a Associação dos Funcionários da Penitenciária para que fizessem um churrasco de confraternização, mas enfatizou que a doação nada teve a ver com possível benefício nas licitações para fornecer verduras à PEL. Móia é fornecedor da penitenciária há dois anos.
O delegado também ouviu dois presos que confirmaram existir tráfico de drogas no interior das celas. Um deles negou que funcionários tivessem roubado seu dinheiro. Acácio afirmou que vai continuar ouvindo testemunhas e funcionários sobre as denúncias. Quanto às investigações, ele afirmou que estão em andamento e somente após conclui-las poderá comentar sobre a idoneidade das denúncias contidas na carta anônima.
Paralelo ao inquérito policial, tramita no Departamento Penitenciário (Depen) do Paraná um inquérito administrativo já em fase de conclusão. No início da semana, foi apresentado na Secretaria de Justiça e Cidadania, em Curitiba, um relatório sobre as denúncias, elaborado pelo vice-coordenador do Depen, Flávio Buchmann, que esteve em Londrina investigando o caso. Até o final da tarde de ontem o diretor do Depen, Sizenando Paredes, não havia dado seu parecer sobre o mesmo.
Há mais de quatro meses a PEL está sem diretor. O advogado londrinense Luis Carlos Munhoz, escolhido pelo então secretário de Justiça, Edson Vidal, teve o nome vetado pelos funcionários da PEL.





