Curitiba - Dezesseis presos foram transferidos na noite de anteontem do 11º Distrito Policial, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), para o Centro de Observação e Triagem Criminológica (COT) da Prisão Provisória do Ahú, também na Capital. Eles são condenados e aguardavam a execução da pena antes de serem transferidos para a Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP).
Os presos se amotinaram por volta das 15 horas de quarta-feira, pegaram dois detentos presos por crime sexual como reféns e exigiram a transferência dos amotinados, visitas quinzenais da família, roupas e alimentação. ‘‘Eram presos vindos do 7º Distrito, com histórico de rebeliões. Eles queriam agitar e conseguiram’’, afirmou o delegado Hertel Rehbein, que intermediou as negociações com os presos.
Os outros detentos que eram originalmente do 7º Distrito – ao todo eram 29 – serão triados divididos nas 12 celas da delegacia para evitar a formação de grupos de maior domínio dentro da cadeia. A cadeia, que tem capacidade para 40 detentos, abriga agora 59. ‘‘Teremos uma cadeia mais adequada agora para trabalharmos’’, argumentou o delegado de polícia.
As outras reivindicações dos presos, como visita íntima e visitas familiares quinzenais, não serão viabilizadas por falta de condições estruturais. Alimentação e roupas não serão liberadas. ‘‘A sacola de alimentos que a família traz aos presos não é tolerada. Tem frutas que eles usam para fazer bebidas alcóolicas e armas pequenas que são escondidas entre as roupas. Não temos como vistoriar tudo. Não dá para liberar’’, explicou.
Os presos que foram feitos reféns tiveram apenas ferimentos leves e foram recolocados no convívio com os demais detentos.

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