Os 54 presos do 11º Distrito Policial de Curitiba incendiaram ontem colchões e cobertores de suas celas na tentantiva de criar uma rebelião para fugir. O fogo começou por volta das 13h30 e só foi controlado duas horas mais tarde pelo Corpo de Bombeiros. Nenhum preso conseguiu escapar. Dois detentos e um policial ficaram feridos.
O delegado do 11º Distrito, Sérgio Taborda, disse que o clima estava tenso na delegacia durante toda a semana. Na última quarta-feira, os presos tinham tentado uma fuga em massa. Eles conseguiram serrar três celas e se preparavam para deixar o local, quando foram descobertos.
Os policiais chegaram a conclusão que os instrumentos usados para quebrar as grades foram introduzidos na delegacia através de amigos ou familiares dos presos. ‘‘As serrinhas vieram escondidas dentro dos alimentos trazidos durante as visitas’’, disse o delegado.
Taborda mandou suspender toda a comida extra. Os presos passaram a se alimentar apenas com as refeições feitas na Prisão Provisória do Ahú. O corte na alimentação acirrou os ânimos dos presos, que exigiram o retorno ao sistema antigo.
A maioria dos presos responde processo ou está condenada por assalto. Dos 54 presos, pelo menos 15 deveriam cumprir pena dentro do sistema penitenciário do Estado, mas ficam nas delegacias por falta de vagas. O distrito tem um excedente de 14 detentos.
O delegado autuou em flagrante 12 presos que comandaram a rebelião. Eles responderão por crime de formação de motim, o que pode aumentar a pena deles em dois anos. O líder do grupo foi Osni Pereira da Costa, que cumpre pena de seis anos por roubo.

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