Presos argentinos encerram greve
Presos argentinos encerram greve
Paulo Pegoraro
O cônsul da Argentina em Foz do Iguaçu, Cézar Mattos, e o cônsul-adjunto Oscar Ramirez estiveram no início da tarde de ontem no Minipresídio de Cascavel, para verificar a situação e as reivindicações dos três traficantes argentinos presos.
Eles deflagraram greve de fome no início da semana para exigir extradição para seu país. Após o encontro, os presos decidiram suspender o protesto, na expectativa de conseguirem ao menos alguns benefícios comuns a presos brasileiros, uma vez que legalmente não é possível a extradição.
Miguel Antonio Bordon, 42 anos, Narcíso Silvero, 36 anos, e Enrique Pinotti, 34 anos, foram presos nas proximidades de Cascavel respectivamente há 3, 8 e 9 meses e cumprem penas de 3 anos. Quando presos, eles alegaram que eram apenas pagos para transportar a droga trazida do Paraguai. Os três disseram aos visitantes que haviam sido abandonados pelo Consulado, o que provocou irritação em Cézar Mattos. Já estivemos uma vez aqui e fizemos contatos telefônicos, disse ele, pedindo aos presos que confirmassem isso aos jornalistas, no que foi atendido. Mattos explicou que não cabe extradição para o caso dos argentinos.
Sem perspectiva de extradição imediata, os três querem apoio do Consulado para ter o benefício da prisão-albergue para trabalhar durante o dia, redução de pena por bom comportamento e liberdade condicional.





