Curitiba - Presos do regime semiaberto da Colônia Penal Agrícola ajudarão, a partir de amanhã, no transporte da mudança do Fórum Criminal de Curitiba, do Centro, para o bairro Santa Cândida. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), a medida representa uma economia de R$ 8 mil e cria oportunidades dentro do programa de ressocialização dos presos, que farão, inclusive, o transporte de processos criminais arquivados e em andamento.
Ainda segundo o TJ, os 12 internos escolhidos para o serviço têm bom comportamento e serão escoltados por um efetivo em maior número, além de supervisores do próprio tribunal. Quando anunciada, no mês passado, a decisão causou polêmica. A Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) publicou uma nota questionando o uso da mão de obra dos internos, afirmando que representaria risco, ''pois se tratam de pessoas interessadas naqueles documentos, que contêm provas utilizadas para as condenações''. A associação considerou o risco desnecessário, já que haveria verba para a mudança sem a utilização de presos.
O TJ esclareceu que os internos não terão acesso aos documentos de processos, que seriam carregados em caixas lacradas do armário onde estavam armazenados até o caminhão de mudança.
Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seção Paraná (OAB-PR), Alberto de Paula Machado, o trabalho, desde que realizado dentro das normas previstas na Lei de Execução Penal, é salutar e deve ser estimulado pelas autoridades. ''Desconfiar do trabalho do preso é uma visão preconceituosa e contrária ao que a lei determina'', afirmou.
Após a mudança, o expediente externo dos serviços forenses e os prazos processuais ficarão suspensos até que a instalação das varas seja completada. Os plantões judiciais continuarão normalmente.

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