Presos ajudam escrivão e
delegado em Jataizinho
O ex-prefeito de Jataizinho (21 km a leste de Londrina), Humberto Chamiletti, disse ontem à Folha ter ficado surpreso ao comparecer à Delegacia de Polícia da cidade. Segundo Chamiletti, ele foi atendido por um detento, de nome Denilson Aureliano, que cumpre pena por estelionato.
Chamiletti informou que foi registrar queixa de manhã e não encontrou o delegado e o escrivão na delegacia. A pessoa que o atendeu disse para voltar por às 14 horas. Quando retornou, outra vez foi avisado que delegado e escrivão tinham ido ao Fórum de Uraí. ‘‘Foi quando perguntei à pessoa que me atendeu o seu nome e o que ele fazia na delegacia. Ele se apresentou e disse ser detento, em regime de condicional’’.
Ontem mesmo a Folha checou a informação na delegacia. Mas o escrivão Walter Fidélis disse que não existe nenhum preso de nome Denilson Aureliano na cadeia de Jataizinho. O escrivão explicou, no entanto, que outro detento, Clodomil André dos Santos, condenado por estupro, tem auxiliado a polícia da cidade nos trabalhos de limpeza e cozinha da cadeia.
Segundo o escrivão, em hipótese alguma o detento-ajudante executa serviço de atendimento. E, mesmo no trabalho interno, é sempre acompanhado por ele ou pelo suplente de delegado Willian Roberto da Silva. Só o escrivão e o suplente estão na delegacia desde que o delegado Artur Pereira de Toledo foi preso em flagrante no mês passado, acusado de estelionato. Dois investigadores também foram afastado. A cadeia está com seis presos.
Portaria da Polícia Civil do Paraná assinada no dia 6 designa para a Delegacia de Jataizinho o delegado Hélio Nunes Pires, de Coronel Vivida (30 km ao norte de Pato Branco).

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