Presos acusados de sequestro-relâmpago
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segunda-feira, 05 de maio de 2008
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As polícias Civil e Militar prenderam três jovens de classe média suspeitos de formar uma quadrilha que teria praticado um sequestro-relâmpago e um roubo em Curitiba na semana passada. As prisões ocorreram na sexta-feira e no sábado, mas o caso foi divulgado apenas ontem pelos policiais.
Segundo o delegado Luiz Carlos de Oliveira, chefe da Delegacia de Furtos e Roubos, no feriado de 1º de maio um empresário foi vítima de sequestro-relâmpago ao parar seu Fiat Uno na Avenida Nossa Senhora Aparecida, no bairro Seminário. ''Os dois homens, armados, levaram a vítima a um banco na Avenida Arthur Bernardes e a obrigaram a sacar R$ 500. Eles viram que havia um grande saldo na conta e R$ 50 mil de limite. Então decidiram ir até a casa da vítima para roubar mais'', afirmou Oliveira.
O delegado apontou que, na casa do empresário, no Pilarzinho, os dois assaltantes renderam as pessoas que estavam no local e pegaram R$ 1 mil, uma TV de plasma, um celular, um relógio de pulso e um notebook. ''Para a fuga, eles ligaram para um comparsa, que veio num Corsa. Um vizinho estranhou a movimentação e ligou para a Polícia Militar'', explicou Oliveira. Ainda segundo o delegado, a partir da placa do veículo os policiais militares localizaram João Marcelo Autieri Lauzana, de 23 anos.
Ele foi preso na sexta-feira e, de acordo com a polícia, indicou que Giorgio Arruda, 23, e Wagner Friedemann, 25, eram os outros membros da quadrilha. Eles foram detidos no sábado. Segundo a polícia, na casa onde Wagner mora, no bairro Portão, foram encontrados os objetos roubados no Pilarzinho. Os policiais também apreenderam armas de fogo.
Oliveira informou que os rapazes tinham passagens pela polícia, por crimes como roubo, furto e posse de drogas. A polícia investiga se eles teriam participação em outros assaltos e se a suposta quadrilha teria mais integrantes.
Segundo os policiais, João Marcelo e Giorgio estudaram respectivamente Administração de Empresas e Turismo em universidades particulares de Curitiba e suas famílias moram no Água Verde, tradicional bairro de classe média. A família de Wagner, por sua vez, reside no Champagnat, bairro de classe média alta. Os três jovens não quiseram falar com a imprensa.


