A Polícia Civil desbaratou parte de duas quadrilhas que vinham assaltando bancos em Londrina e região há cerca de seis meses. Entre os três ladrões presos estão os ex-policiais militares Nilson Lopes, o ‘Nilsinho’, 33 anos, e João Carlos dos Santos, 29 anos. O outro é o desempregado Marco Antônio de Macedo, 22 anos. O primeiro a ser preso foi João Carlos. Ele estava jogando cartas em uma casa em Cambé. Na sequência, foram detidos, em Apucarana, ‘Nilsinho’ e Marco Antônio.
Com os quadrilheiros foram encontrados uma metralhadora calibre 9 mm, cinco revólveres calibre 38, um revólver padrão especial calibre 44, uma pistola calibre 9 mm e farto estoque de munição. Nenhum deles reagiu à prisão.
Também foi preso, em Londrina, pelas Polícias Civil e Militar, José Nílson da Costa, 31 anos. Há suspeitas de que ele vinha agindo junto com os demais quadrilheiros. Os ladrões teriam participado de assaltos a agências dos bancos Bamerindus, Banestado, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal em Londrina, Cambé, Maringá e Sarandi. Segundo informações da polícia, os quadrilheiros teriam roubado dos bancos o total de R$ 55 mil.
Os outros quadrilheiros que foram identificados mas não chegaram a ser presos são o ex-policial militar de Roraima, conhecido apenas como ‘Marquinho’, e Alexandre Silva. Os dois estavam hospedados em um hotel em Maringá e fugiram minutos antes da polícia chegar. De acordo com informações do delegado adjunto da 10ª Subdivisão Policial, Vanderci Corral Fernandes, a dupla ia se juntar com ‘Nilsinho’ e João Carlos para assaltarem o banco Banestado de Alto Paraná. Um veículo Gol, cor vermelha, visto diversas vezes nas proximidades dos bancos assaltados, é de propriedade de Alexandre.
Corral Fernandes afirmou que as pessoas detidas formavam duas quadrilhas para praticarem os roubos nos bancos. ‘‘Eles não usavam máscaras e revezavam suas participações nos assaltos para não ficarem muito expostos.’’ O delegado garante que os ladrões do Rio de Janeiro e São Paulo, conhecidos apenas por ‘Carioca’, ‘Adãozinho’ e ‘Marquinho’, que estão foragidos, também faziam parte das quadrilhas e teriam participado de diversos assaltos a bancos da região.
Familiares de João Carlos disseram que ele apanhou da polícia para confessar os roubos. A família vai pedir exames de lesões corporais do acusado.
José Nilson da Costa confessou ter participado de assaltos às agências do Bamerindus da rua Quintino Bocaiúva (área central) e Banestado da rua Serra da Graciosa, no jardim Bandeirantes (zona oeste). Ele foi detido em uma área invadida por sem-teto próxima ao conjunto Aquiles Stenghel (zona norte).
Segundo testemunhas que o reconheceram, ele era o coordenador da ação, cronometrando o tempo do assalto. Segundo o delegado do 2º Distrito Policial, José Antônio Zuba de Oliva, há indícios de que a mesma quadrilha seja responsável pelo assalto ao Banco do Brasil de Sarandi. O revólver calibre 38 esquecido pelos assaltantes na agência do Bamerindus pertencia ao vigia do banco de Sarandi, e havia sido subtraído durante o roubo àquela agência.
A polícia apreendeu também o Monza Hatch azul metálico, 83, placas AH 4520, de Santos (SP). O automóvel é do corretor autônomo Eduardo da Rocha, morador no Conjunto Maria Cecília (zona norte), e foi mencionado pelas testemunhas como sendo um dos carros que viabilizaram a fuga dos assaltantes. O corretor negou qualquer envolvimento com a quadrilha e disse à polícia que não emprestou seu carro.
(Célia Baroni e Paulo Ubiratan)

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