Presos acusados de roubar casas no PR e SC
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terça-feira, 23 de novembro de 2004
Equipe da Folha 
Curitiba A Polícia Civil de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), prendeu na tarde do último domingo sete pessoas acusadas de fazer parte de uma quadrilha que assaltava residências de alto padrão no Paraná e Santa Catarina. Eles foram detidos em um pesque-pague, onde haviam alugado um chalé, em Agudos do Sul, também na Região Metropolitana. Com o grupo foram encontrados armas e objetos roubados. O chefe da quadrilha seria o empresário Walter Dal Toso Júnior, de São José dos Pinhais, que está foragido. Contra ele há um mandado de prisão expedido pela justiça de Florianópolis (SC).
Segundo informações da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), Dal Toso Júnior conseguiu escapar da polícia no domingo. Conforme a polícia, ele era empresário do ramo de factoring (troca de cheques pré-datados por dinheiro) e por meio de sua atividade comercial acompanharia a movimentação financeira de suas vítimas e montaria um ''dossiê'' com dados da família a ser assaltada.
As informações seriam passadas a grupos criminosos de São Paulo e Santa Catarina, contratados para o ''serviço''. ''Ele terceirizava o assalto. Era estabelecido um rodízio entre os bandidos para não 'queimar' os assaltantes. Por isso, também os grupos eram trazidos de outros Estados'', explicou o delegado Osmar Dechiche, de São José dos Pinhais.
Ainda segundo a polícia, os assaltos eram cometidos, normalmente, com requintes de crueldade. As vítimas eram amordaçadas, enquanto recebiam ameaças de que a casa seria incendiada, ou de que as mulheres seriam infectadas pelo vírus do HIV. Os assaltantes ainda ameaçavam atirar nas vítimas. Os sete detidos são do município de Mauá (SP).
A polícia acredita que a quadrilha é formada por 20 pessoas parte está presa no Paraná e em Santa Catarina. Ontem, quando a notícia da prisão dos suspeitos foi divulgada, cerca de 10 pessoas ligaram para a polícia identificando-se como vítimas.


