Presos acusados de roubar carros de luxo
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2009
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Policiais civis prenderam, na manhã de ontem, 10 pessoas acusadas de integrar uma quadrilha que praticava, entre outros crimes, furto, roubo e receptação de veículos em Londrina. Conforme o delegado Lanevilton Theodoro Moreira, do setor de Furtos e Roubos da 10 Subdivisão Policial de Londrina (SDP), 40 policiais trabalharam no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão nas primeiras horas da manhã.
Segundo o delegado, a polícia vinha investigando a quadrilha, que seria comandada pelo comerciante Vicente Cazuza, desde outubro do ano passado. Além dele, foram presas seis pessoas, todos mediante mandados de prisão preventiva. De acordo com a polícia, foram identificados 19 veículos que teriam passado pelas mãos da quadrilha. Ontem, durante a operação, foram apreendidos quatro veículos, R$ 17.272 em dinheiro e R$ 40,6 mil em cheques.
Num ateliê localizado na Vila Nova, Região Central, outros dois homens foram presos, acusados de participação na produção de selos e plaquetas usadas na adulteração dos veículos roubados pela quadrilha. Lá também foram apreendidos quatro carros, um deles roubado, além de três espingardas e munições em posse do dono do ateliê. Um funcionário também foi preso. À tarde foi preso mais um suspeito.
De acordo com o delegado, Cazuza, que é dono de uma loja de produtos importados num camelódromo de Londrina, encomendava de adolescentes o roubo de carros de alto valor comercial, principalmente Audi, Vectra e Corolla. Os veículos, então, eram encaminhados para desmanche ou tinham os chassis adulterados para serem recolocados no mercado. ''Eles também usavam peças dos carros para recuperar veículos sinistrados comprados em leilão, que eram revendidos a preço de mercado'', descreveu Moreira.
Ainda segundo o delegado, os acusados pediam o pagamento de resgate para a restituição do carro roubado ao dono. ''Para motos o valor do resgate variava de R$ 1,3 mil a R$ 1,5 mil e para outros carros os valores eram de R$ 3 mil a R$ 5 mil.''
Segundo o delegado-chefe da 10 SDP, Sergio Barroso, a polícia tem dez dias para finalizar o inquérito, que apura os crimes de furto, roubo e receptação de veículos, adulteração de sinal identificador, formação de quadrilha e extorsão.


