Curitiba - A Polícia Civil do Paraná prendeu quatro pessoas acusadas de integrar uma quadrilha especializada em fraudar e revender cartões de crédito usados para fazer grandes compras no Paraguai, Argentina e em Miami (USA) De acordo com o delegado-chefe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Miguel Stadler, a ação da quadrilha já teria causado prejuízos de cerca de US$ 60 milhões para pelo menos duas administradoras de cartões. Entre os presos estariam dois carteiros e ainda um empresário do ramo de importações e exportações.
Todos foram detidos em Foz do Iguaçu, ontem de manhã, com base em mandados judiciais de prisão temporária expedidos pelo juiz Daniel de Avelar, da Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba. Foram cumpridos nove mandados de busca a apreensão também. ''Nós os investigamos desde dezembro do ano passado, quando algumas pessoas começaram a receber faturas com valores altos de cartão de crédito internacional, que elas não tinham'', contou o delegado operacional do Cope, Francisco Caricati, à Agência Estadual de Notícias. De acordo com ele, a quadrilha fraudava cadastros de pessoas físicas para conseguir a emissão dos cartões. ''Depois eles os revendiam para comerciantes da região de Foz do Iguaçu.''
Com os acusados a polícia apreendeu diversos documentos. Os presos serão encaminhados para Curitiba, onde a investigação teve iníciio, e foram autuados por estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
De acordo com o delegado, a ação da quadrilha começava com os carteiros que interceptavam correspondências para conseguir informações pessoais que embasassem o cadastro de pedido de cartão de crédito. Ainda segundo ele, a experiência de um dos investigados, como ex-funcionário de uma administradora de cartões, ajudaria a quadrilha a saber quais as informações necessárias para conseguir a liberação do crédito.
''Eles faziam um cadastro sem a autorização das vítimas. Assim, as empresas de cartões mandavam os cartões supostamente autorizados e liberados para o uso'', contou Caricati. De acordo com a polícia, quando os cartões chegavam pelo correio, os carteiros e os porteiros interceptavam esses cartões, e os entregariam diretamente para a quadrilha. Segundo o delegado, os carteiros ganhavam cerca de R$ 1.500 por cartão interceptado.

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