Cambará Quatro pessoas foram presas ontem acusadas de oferecer propina a agentes da Polícia Rodoviária Estadual, em Cambará (22 km a noroeste de Jacarezinho). No flagrante, mais duas pessoas foram retidas como testemunhas do caso, mas devem ser liberadas assim que se encerrar os primeiros depoimentos.
Segundo o tenente Gussi, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), na quarta-feira à noite, um caminhão Ford Cargo, do Rio de Janeiro, (placa AAC0561), foi parado no posto da Polícia Rodoviária. Após uma checagem no sistema on-line do Detran, o policial constatou que os documentos da carreta apresentavam contradição. No sistema, o imposto do veículo estava em débito. ''Mas quando o motorista apresentou a documentação do veículo, estava lá que o imposto estava quitado. O policial estranhou e descobriu que o número de série do documento era roubado'', explicou.
Ao perceber que o caminhão seria apreendido, segundo informações policiais, o motorista Agnaldo Campioto ofereceu uma quantia em dinheiro. A carreta tinha como destino Foz do Iguaçu, fronteira do País com o Paraguai. Um automóvel Corsa (placa CLC2299), de São Paulo, estava no compartimento baú do caminhão. ''Aparentemente, a documentação do Corsa está legal, mas continuamos as investigações'', completou Gussi.
Depois de ''aceitar'' a propina, o policial pediu reforço à PIC, que enviou uma equipe com três agentes. O motorista ligou para Foz do Iguaçu pedindo R$ 10 mil para liberar a carga. Ontem de manhã, mais quatro homens, a bordo de um Vectra de Foz, foram a Cambará para negociar a propina, segundo a polícia. O proprietário da carreta, Assis da Silva, e o advogado Fernando César Resta Antunes foram presos em flagrante por corrupção ativa. O carona do caminhão, Fabiano de Souza Adericki e o motorista também estão presos. Todos responderão ainda por formação de quadrilha e falsificação de documento. Os dois homens que permaneceram no carro foram arrolados no processo como testemunhas.
Segundo o tenente Gussi, é bem provável que o caminhão seja roubado. Na investigação, a polícia descobriu que o documento da carreta foi furtado de um lote do Ciretran da cidade de Lins, interior paulista.

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