Edna Mendes
De Cornélio Procópio
Três presos da Cadeia Pública de Cornélio Procópio fugiram ontem de madrugada por um buraco aberto na laje superior do presídio. Anteontem, o mesmo grupo tentou fugir, mas foi impedido pela polícia, que ontem, por volta das 5h30, não conseguiu evitar a fuga. Os três fugitivos já foram condenados e são considerados de alta periculosidade. Até o final da tarde de ontem nenhum deles havia sido recapturado.
Na segunda-feira, a Polícia Militar, que faz a vigilância externa da cadeia, descobriu que os detentos estavam abrindo um buraco no teto da ala superior. O grupo foi transferido para outra cela, mas ontem eles conseguiram serrar uma grade, arrebentar o cadeado e ter acesso ao mesmo buraco aberto por eles na segunda-feira. Para alcançar o chão, eles usaram uma ‘‘teresa’’ (corda feita com roupas). Outros presos também estavam na cela, mas não quiseram fugir. Apenas o carcereiro faz a segurança interna do presídio.
Estão foragidos Leonardo Alves dos Santos, o ‘‘Naldinho’’, 24 anos, condenado a 25 anos de prisão por homicídio, assalto e lesão corporal; Geraldo Cabral da Silva, o ‘‘Santista’’, 33 anos, condenado a 11 anos por tráfico de drogas; e Edgar Ângelo de Alencar, 42 anos, que cumpria pena de 35 anos por homicídio e assalto. Alencar é presidiário de São Paulo e estava na cadeia de Cornélio porque tinha vindo à cidade para julgamento.
Segundo o policial civil Natanael Anselmo de Cristo, o motivo pelo qual as serras entram no presídio está relacionado à dificuldade nas revistas feitas aos visitantes. ‘‘Não temos como garantir uma revista 100% eficaz’’, justificou.
A cadeia foi construída há cerca de 50 anos e em vários pontos as paredes estão danificadas, o que favorece a abertura de buracos e túneis. A superlotação também é outro problema do presídio, que tem capacidade para 24 detentos, mas abriga cerca de 70.

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