Presos 2 suspeitos de aliciar menores
Maria Tereza Boccardi
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Dois homens foram presos anteontem à noite, em Foz do Iguaçu, acusados de aliciar moças - uma delas menor de idade - para uma casa de prostituição de Lages (SC). Nilton César Gomes, de 24 anos, e Airton Werlang, de 35, foram detidos quando iam ao encontro de Elaine Olkoski, de 20 anos, e de P.S., de 15, na casa da primeira. Os dois negam o crime.
A suspeita de aliciamento de menores foi levantada pelo Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente da cidade, que presta atendimento a P.S. por rebeldia. Segundo a conselheira Fátima Rejane Dalmagro, a mãe da adolescente desconfiou depois que Elaine pediu a ela que deixasse a filha viajar a Santa Catarina para visitar um parente. Recentemente, Elaine e P.S. tornaram-se amigas, o que também chamou a atenção da mãe da adolescente.
Procurados pela mãe da menina, os conselheiros foram informados por uma vizinha de Elaine da suposta intenção das duas de trabalhar em uma boate de Santa Catarina. Elas já estavam com as malas prontas. A Guarda Municipal deteve Gomes e Werlang no momento do encontro.
Na delegacia, Elaine disse ter combinado tudo com Gomes e que elas receberiam entre R$ 100,00 e R$ 150,00 por programa. Ela também teria informado que outras seis meninas seriam levadas no final de semana. Conforme a conselheira, os supostos agenciadores lucrariam R$ 10,00 por dia por moça enviada.
De acordo com a delegada Daisi Terezinha Dorigo Barão, que atendeu a ocorrência, no depoimento de Gomes ele teria dito que só foi à casa de Elaine porque estava a fim dela. Werlang defendeu-se alegando que estava apenas pegando uma carona.
A delegada disse que Werlang já tem passagem pela polícia. Há alguns meses, segundo a delegada, ele era gerente de uma boate de prostituição onde foram encontradas menores de idade de Chapecó, outro município catarinense. Os dois são acusados de favorecimento à prostituição, rufianismo, corrupção de menor e de mediação. Se forem condenados, podem pegar no mínimo dez anos de prisão.





