Um dos maiores estelionatários do Brasil, segundo a polícia, foi preso ontem, por volta das 10 horas, na Avenida Luigi Amorese, no Jardim Leonor (zona oeste). Luiz Carlos Angelosi, conhecido por Jiló, foi abordado pela Polícia Militar quando conduzia uma caminhonete em frente de sua residência. Segundo o tenente-coronel José Luiz Oliveira, a Polícia Militar recebeu o pedido de apoio da Polícia Federal para monitorar Angelosi. "Quando o abordamos, já estávamos o acompanhando havia algum tempo. Ele deixou alguns rastros e nosso serviço de inteligência abordou o veículo dele em movimento. Ele tentou levar os policiais na conversa, mas já tínhamos os dados da pessoa e não houve como contestar", destacou.
Segundo o delegado da Polícia Federal, Sandro Roberto Vianna dos Santos, Jiló foi o maior estelionatário de golpes contra a Caixa Econômica Federal e causou prejuízos milionários à instituição. "Em 2002 fizemos uma mega operação na qual prendemos ele e toda a quadrilha dele. Ele foi enviado a um distrito policial e fugiu do 3º Distrito da Polícia Civil. Só conosco ele tem quatro mandados de prisão. Ele fugiu também de outros locais", ressaltou.
O delegado relembrou que ele foi o primeiro "descuidista" de banco. "Descuidista são aqueles golpistas que se aproveitam de um descuido do gerente de banco ou de um caixa quando vai ao banheiro para furtar documentos, cartões de crédito, talões de cheque ou malotes. Na época dele era muito forte o uso de cheques e roubava malotes com talões para falsificar os cheques", apontou.
Jiló era conhecido como o Robin Hood do Leonor por pagar remédios e as contas de hospitais com o dinheiro dos golpes. "Ele também realizava churrascos regados a cervejas para o pessoal do bairro", expôs o delegado.
A Polícia obteve pistas dele a partir de um perfil do Facebook, no qual ele assinava como Neri Lopes. "Mas os amigos que ele tinha nesse perfil eram todos membros da família dele", relatou.
O delegado destacou que na casa dele havia uma BMW, uma HB20 e é possível que ele tenha montado empresas para lavar dinheiro. "Vamos abrir um inquérito policial por lavagem de dinheiro e depois vamos verificar os bens e tentar recuperar um pouco do prejuízo que ele provocou. Dificilmente é capaz de verificar o quanto ele tenha amealhado com as ações criminosas", destacou. Angelosi vai ficar na carceragem da Polícia Federal por um tempo até que seja conseguida a remoção dele para um presídio de Londrina. "Acreditamos que isso aconteça no máximo até a semana que vem. Vamos ver quantos anos ele tem para cumprir por todos esses crimes", destacou.

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