Preso tenta se passar por outro no 2º DP
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Um detento do 2º Distrito Policial (2º DP) de Londrina foi autuado em flagrante anteontem por falsidade ideológica. Ele tentou se passar por um outro preso, que seria libertado pela Justiça no final da tarde, mas foi identificado por causa das tatuagens que tem pelo corpo. Preso há 70 dias por porte ilegal de arma e tráfico de drogas, Valdecir Queiroz da Silva pode ter que cumprir mais quatro anos de reclusão pelo novo crime.
Segundo o delegado Antônio do Carmo, responsável pelo 2º DP, um oficial de Justiça visitou o distrito na tarde de quinta-feira, levando o alvará de soltura para Wesley Potyil Magalhães, preso no último dia 16 por furto. ''Quando o oficial chamou por Wesley no corredor, quem se apresentou foi o Valdecir'', contou o delegado.
''Ele havia coletado todas as informações sobre o Wesley com o próprio preso e respondeu perfeitamente todo o questionário apresentado pelo oficial'', disse Carmo. ''Com certeza, Magalhães foi vítima de coação para que fornecesse estas informações'', continuou.
Silva chegou a assinar o alvará com o nome do outro preso, mas logo depois as tatuagens presentes no próprio corpo o denunciaram. ''Estas tatuagens não constavam no relatório com as descrições de Magalhães. Assim percebemos a fraude'', disse o delegado.
Com a assinatura no alvará, Silva acabou fornecendo um documento para que o crime de falsidade ideológica fosse comprovado. Ele foi autuado em flagrante, reencaminhado à carceragem e, segundo o delegado, pode ter que cumprir até mais quatro anos de prisão. Já Magalhães, que alegou não ter ouvido a chamada do oficial de Justiça por estar dormindo, pôde ser liberado ainda na tarde de ontem.


