Preso suspeito de ter matado servidor
Paulo Ubiratan
O comerciário Jeferson da Silva Sanches, 25 anos, foi preso ontem à tarde como suspeito de ter matado o funcionário da Prefeitura de Londrina, Édison de Arruda Américo, 34 anos. O servidor desapareceu na noite de 20 de maio e seu corpo foi encontrado somente duas semanas depois, no Rio Couro de Boi, nas proximidades de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina). Ele foi morto com três tiros disparados à queima-roupa.
O seu carro foi encontrado no dia seguinte ao seu desaparecimento depenado e sem as rodas, nas proximidades do Lago Igapó. Sua conta bancária foi saqueada com seu cartão magnético.
A prisão foi feita pelo delegado do 4º Distrito Policial (DP), Joaquim Melo, que preside as investigações do caso. No início da noite ontem, Melo e o delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Valdir Abrahão, ainda ouviam o depoimento do suspeito.
Os dois delegados não quiseram falar ontem com a Folha, mas informações conseguidas na 10ª SDP dão conta que Jeferson teria sido identificado em um vídeo gravado pelo circuito interno instalado no caixa eletrônico da agência centro do Bradesco.
A gravação teria sido feita na mesma noite do desaparecimento de Édison Américo. Ainda segundo as informações, o suspeito aparece na gravação junto com um irmão menor e um amigo, que até ontem a noite não haviam sido presos.
Recentemente, a polícia encontrou sobre a ponte do Rio Couro de Boi, perto de onde o corpo foi encontrado, diversos projéteis de pistola calibre 380, possivelmente da mesma arma que matou o servidor.
Édson trabalhava na Secretaria da Fazenda do município, onde há rumores de que ele teria sido morto porque sabia demais. Na mesma secretaria tramita um processo administrativo que apura denúncias de que funcionários, por intermédio de propina, teriam favorecido contribuintes inadimplentes do IPTU e ISS.





