Preso suspeito de matar Júlio Marino
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quarta-feira, 22 de agosto de 2001
Silvana Leão<BR>De Londrina 
Foi preso ontem em Marília, no interior de São Paulo, o suspeito de ter assassinado em dezembro de 1997 o empresário londrinense Júlio Cesar Marino, de 54 anos. Jorge Ferreira teve a prisão temporária decretada pelo juiz da 1 vara criminal de Londrina, João Cléve Machado, que pediu a reabertura do inquérito sobre o crime há aproximadamente 60 dias.
O empresário, presidente do grupo J. Marino detentor da marca Itamaraty de café, filtros de papel e biscoitos, entre outros empreendimentos , foi morto com três tiros à queima-roupa na garagem de sua casa, na área central de Londrina. As investigações feitas na época nunca chegaram a um suspeito. O delegado responsável pelo caso, Algacir Ramos, pediu a arquivamento do inquérito argumentando que todas as investigações haviam sido esgotadas. A promotora Siomara Nogari, da 1 Vara Criminal, acatou o pedido na época.
O juiz João Cléve Machado leu o inquérito e achou que faltavam algumas investigações e remeteu novamente o caso para a polícia, pedindo a designação de um delegado especial para o caso. ''Como um crime que aconteceu à luz do dia, dentro da cidade, é arquivado sem solução?'', questionou. Por determinação do delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Gilson Garret, o inquérito passou a ser presidido pelo delegado-operacional Jurandir Gonçalves André.
André afirmou que uma equipe de investigadores foi ontem a Marília para buscar o suspeito, que deve chegar hoje a Londrina para ser ouvido. ''Amanhã (hoje) já teremos os elementos necessários para dizer se foi ele mesmo o autor do crime'', disse o delegado. Se for confirmada a autoria do homicídio, deverá ser decretada a prisão preventiva de Ferreira. ''Aí, com certeza, chegaremos ao mandante do crime'', acredita o juiz João Cléve Machado.
O delegado-titular da Delegacia de Investigações Gerais de Marília, José Carlos Costa, informou que Jorge Ferreira é irmão do ex-policial militar Antonio Miguel Ferreira (o Ferreirinha), preso na Penitenciária Estadual de Marília desde 98, pelo duplo homicídio do empresário Luís Augusto Spila e do engenheiro Murilo Benincasa.
Há aproximadamente 40 dias a polícia prendeu, em um bar de Londrina, um homem que confessou ser o assassino do empresário. Mas não houve confirmação.


