A polícia de Maringá prendeu um suspeito pelo assassinato da estudante Márcia Andréia do Prado Constantino, de 10 anos, morta com requintes de crueldade no fim de semana. De acordo com o delegado-chefe da Polícia Civil de Maringá, Antonio Brandão Neto, o suspeito negou o crime mas foi autuado por tráfico de drogas. Na casa dele os policiais encontraram mais de 200 gramas de cocaína. Além desse homem, outras sete pessoas também foram ouvidas e liberadas. O delegado garantiu que várias equipes estão trabalhando no caso.
A polícia também encaminhou três carros para perícia técnica, mas nenhum indício concreto que ligasse os proprietários dos veículos ao crime foi encontrado. De acordo com o delegado, todas as informações estão sendo averiguadas e testemunhas que estavam na igreja quando a menina foi levada também estão prestando depoimento.
O Conselho Comunitário de Segurança de Maringá está oferecendo R$ 5 mil para quem tiver informações que levem à prisão do assassino de Márcia. Essa é a primeira vez que o Conselho oferece recompensa por informações sobre um crime. O presidente do Conselho, Everaldo Moreno, explicou que a decisão foi tomada devido à violência do homicídio. ''Queremos mostrar que a comunidade está unida e preocupada com a questão da violência. Um crime como esse não pode passar impune. Estamos fazendo todos os esforços para ajudar nas investigações'', frisa.
Márcia foi levada do pátio da Igreja Assembléia de Deus na noite de sábado, durante um evento, que reuniu mais de mil pessoas. Ela teria dito para as amigas que iria buscar um bolo de aniversário e desapareceu. O corpo da menina foi encontrado em uma plantação de milho no domingo de manhã próximo à rodovia que liga Maringá a Astorga, com marcas de violência e de abuso sexual.
Conforme o laudo do Instituto Médico Legal, Márcia foi estuprada e asfixiada pelo assassino e sofreu fraturas na coluna cervical e no ombro esquerdo. Também há indícios que o criminoso tentou queimar o corpo.
O enterro de Márcia foi acompanhado ontem por centenas de pessoas. Os familiares estão abalados com o crime e não deram declarações. Durante a cerimônia, havia um clima de revolta, devido à brutalidade do crime. Esse foi 34º homicídio registrado em Maringá esse ano. Em 2006, a polícia registrou 30 mortes no município.

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