Curitiba - Um homem foi preso em flagrante, ontem, suspeito de tentar estuprar a mulher do enteado. José Aparecido da Silva, 41 anos, teria confessado aos policiais do 10º Distrito Policial que tentou ''agarrar'' a adolescente de 14 anos porque estava embriagado. A filha de 9 anos do carpinteiro assistiu ao ocorrido e começou a gritar quando outros familiares chegaram ao local, impediram o estupro e chamaram a polícia.
Essa não foi a primeira vez que Silva teria investido contra a ''nora''. Todos moravam na mesma residência, no bairro Sítio Cercado, e em dezembro do ano passado ele também teria tentado agarrar a menina, com então 13 anos e grávida do enteado de Silva. Ao tentar fugir, ela se machucou e quase perdeu o bebê. As últimas tentivas teriam acontecido na noite de anteontem e na manhã de ontem. Segundo o superintendente do 10º DP, Job de Freitas, a adolescente teria reagido e chegou a arranhar o suspeito. O enteado chegou a ameaçar Silva de morte, mas foi contido por familiares. Ele foi autuado em flagrante por atentado violento ao pudor.
Silva já teve passagem na polícia em Nova Aurora. À reportagem ele alegou que não se lembrava de ter agarrado a nora, uma vez que estava embriagado, o que assumiu acontecer com frequência.
A prisão veio no dia seguinte a uma reunião que contou com várias associações que cobraram medidas de proteção às mulheres da região. Segundo Freitas, casos de estupros são comuns sendo que, por mês, são registrados cerca de dez boletins de ocorrência com denúncias de violência sexual contra mulheres - sem contar os casos envolvendo adolescentes e àqueles reportados diretamente na Delegacia da Mulher.
Três mulheres já haviam telefonado à Delegacia do 10º DP para tentar identificar o suspeito. ''É difícil a vítima de violência sexual procurar a delegacia. Elas sentem muita vergonha. E muitas não conseguem fazer o reconhecimento porque ficam muito nervosas ou não lembram do agressor que estava usando máscaras e bonés. Por isso, uma prisão em flagrante é muito significativa para incentivar outras vítimas a falar'', conclui Freitas.

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