Preso perigoso era
responsável pela cozinha
Ao ser questionado sobre o fato de deixar um preso perigoso, como Jairton Aleixo da Silva (foto), como um dos responsáveis pela cozinha, o delegado Nasser Salmen afirmou que ‘‘várias circunstâncias’’ motivaram a medida. O preso tinha trânsito nos corredores e até do lado de fora da carceragem. Além disso, podia manusear objetos perigosos, como facas.
A principal dessas ‘‘circunstâncias’’, segundo o delegado, seria o não-cumprimento da portaria 001/98, de 2 de abril de 1998, que exige que o preso deve ficar trancado na cela. O investigador responsável pela cadeia, no caso Osni Marcos do Vale, é quem deveria fazer cumprir a portaria.
‘‘Alertei várias vezes o investigador sobre essa situação’’, garantiu o delegado. Ele acrescentou que não tem condições de resolver todos os problemas da delegacia e, por isso, procura ‘‘delegar poderes’’. Também por esse motivo, Salmen teria ‘‘respeitado a portaria’’ e não determinado que o preso ficasse trancado na cela.
Já o investigador Osni do Vale informou que, três anos atrás, só aceitou a função de responsável pela cadeia se tivesse alguém para fazer a comida. Como Aleixo era o único que tinha experiência na área, foi o escolhido. O investigador acrescenta que todos na delegacia sabiam que Aleixo era ‘‘preso de confiança’’ e que, se o delegado determinasse, recolheria imediatamente o rapaz para trás das grades. (L.H.)

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