Preso pedreiro que resgatou filho condenado há 14 anos
FUGA DA DELEGACIA
Preso pedreiro que resgatou
filho condenado há 14 anos
Clóvis Nascimento segura a foto o filho condenado por sequestroO pedreiro Clóvis Onir do Nascimento, 38 anos, que planejou o resgate do filho, Márcio do Nascimento, 20 anos, condenado por sequestro, da Delegacia de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, foi preso anteontem pelo Grupo Tigre, da Polícia Civil. No dia 25 de junho, o pedreiro entrou na delegacia disparando uma pistola automática e um revólver. Após render o plantonista e com a ajuda de um pé-de-cabra, ele conseguiu soltar o filho e outros três detentos.
No Tigre, Clóvis confessou o crime e afirmou ter feito o resgate porque temia que o filho se transformasse em bandido, caso permanecesse na cadeia os 14 anos da sentença. Acho que, se ele não saísse, ia virar bandido, disse. Se saísse, ele tinha chance de se recuperar. Antes de fugir, Márcio desferiu golpes com o pé-de-cabra na cabeça do preso Cícero Feitosa da Silva, que estava deitado numa cela pois havia sido ferido com um projétil durante a troca de tiros entre Clóvis e um policial.
Além de Clóvis, foram presos Reinaldo Quadros, 34 anos, que ajudou o pedreiro no resgate, e dois dos quatro presos que haviam fugido. As prisões ocorreram na quarta-feira e anteontem. Os detentos recapturados são Marcelo Santana da Costa, 20 anos, condenado por roubo, e Haroldo Aparecido da Costa, 26 anos, preso pelo mesmo sequestro que Márcio.
Eden Hartman Santos, que também havia sido libertado por Clóvis, no dia 25 de junho, já havia sido recapturado. Segundo a delegada do Tigre, Rosalice Benetti, a delegacia na qual Santos está preso é mantida em sigilo, por medida de segurança. Dos quatro detentos soltos, apenas Márcio ainda está em liberdade. Para Rosalice, a invasão da delegacia e o homicídio do detento foram causados pela insatisfação do pedreiro com a condenação do filho.
Sem antecedentes criminais, Clóvis passa a responder por homicídio, resgate de presos e roubo. Isso porque antes de invadir a delegacia, ele teria roubado um carro no bairro Boqueirão, que foi usado na fuga dos presos. Apesar da polícia não ter identificado ainda de que arma foi disparado o tiro que matou Cícero Feitosa, o pedreiro também é acusado do assassinato.





