Preso o provável matador de soldado
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quarta-feira, 16 de julho de 1997
Paulo Ubiratan Londrina 
Ontem pela manhã, diversas testemunhas reconheceram Carlos Barbosa, 27 anos, o Cau, como o matador do policial militar Marcos da Silva Freire, 29 anos, durante o assalto ocorrido no dia 30 de maio ao posto avançado do Banestado na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Freire foi morto com um tiro de escopeta, calibre 12, desferido à queima-roupa, no rosto.
As investigações foram realizadas pelo delegado Valdir Abrahão e toda a equipe do setor de operações da 10ª Subdivisão Policial. Foram ouvidas mais de 15 testemunhas. O acusado foi reconhecido primeiramente por seis testemunhas, por intermédio de um retrato falado elaborado pelo Instituto de Criminalística de Curitiba.
Há duas semanas Carlos Barbosa foi preso em Cambé com uma motocicleta roubada. Surgiu, daí, a possibilidade de ele ser reconhecido pessoalmente pelas testemunhas. O delegado Abrahão disse que uma testemunha identificou até a sua voz de Barbosa, já que, minutos antes de praticar o assalto, Barbosa teria abordado essa mesma pessoa a poucos metros de distância do posto bancário.
Durante a abordagem, Barbosa teria dito que era funcionário da universidade e justificou a falta de identificação porque era seu primeiro dia de trabalho e o crachá não havia ficado pronto. Ele estava de jaleco azul fora de uma calça folgada, provavelmente para esconder a escopeta que trazia junto ao corpo. O jaleco era idêntico aos usados pelos enfermeiros do Hospital Universitário.
Quando mostramos o retrato falado, nenhuma das testemunhas titubeou em apontar o Cau como autor dos disparos contra o soldado. O retrato falado confeccionado pela Criminalística mostra perfeitamente o rosto do ladrão. Quando levamos as mesmas testemunhas para reconhecê-lo ao vivo, todas foram unânimes em identificar o Cau como o assasino do PM, afirmou o delegado Abrahão. A maioria das testemunhas estive frente-a-frente com o suspeito e o reconheceu quando ele atirou no soldado, quando entrou no banco e quando fugiu armado com a escopeta.
O delegado Abrahão disse não ter dúvidas de que o acusado participou do assalto, matou o soldado Freire e teria participado de outros roubos na região. Segundo levantamento da polícia, Barbosa também foi reconhecido por testemunhas por ter participado, este ano, no assalto do Banco do Brasil de Santa Cecília do Pavão e do supermercado Eli e da empresa Rondopar, em Londrina. No início do ano, Barbosa fugiu do 5º Distrito Policial. Ele já foi condenado por roubo. A polícia não informou onde ele está preso, para evitar a possibilidade dele ser resgatado.
O delegado Valdir Abrahão está investigando os ex-policiais militares Paulo Roberto Kubaski, Nilson Lopes e João Carlos. Eles estão foragidos e também teriam participado do assalto ao posto bancário da UEL.


