Preso nega assassinato de Rachel
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
Carolina Gabardo Belo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Suspeito de assassinar Rachel Maria Lobo de Oliveira Genofre, de 9 anos, Jorge Luiz Pedroso Cunha, 52, nega a autoria do crime. Cunha foi preso por volta das 9 horas da manhã do último domingo, em Itajaí (SC), e vai fazer um exame de DNA que, confrontado com o material colhido no corpo da menina, pode comprovar se ele é o responsável pelo assassinato. Ainda não há previsão de quando o exame ficará pronto. No final da tarde de ontem, a polícia praticamente havia descartado a possibilidade de Cunha ter envolvimento no crime.
De acordo com policiais da Delegacia de Homicídios, Cunha tem o álibi de que estava na cidade catarinense quando Rachel foi assassinada. Testemunhas que trabalham com o suspeito em um albergue, onde atua na área administrativa, confirmam a informação, que também está sendo investigada pela polícia.
Cunha foi encontrado em um dos endereços levantados pela polícia durante as investigações. Os policiais responsáveis pelo caso continuam analisando outras frentes de investigação e dizem ter mais de três outros suspeitos de matar Rachel. Um deles prestou depoimento na semana passada, mas foi liberado por falta de provas.
A data e o local onde Cunha será ouvido pela polícia e quando vai realizar o exame de DNA não foram confirmados. Ele está preso no Centro de Triagem, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba).
Mesmo sem a confirmação de que Cunha seja o assassino de Rachel, a polícia conseguiu solucionar outro caso. Ele confessa o crime de atentado violento ao pudor contra um menino de 4 anos, no balneário Primavera, no Litoral. O menino ficou gravemente ferido, mas sobreviveu. De acordo com detalhes apresentados pelo ex-presidiário, a violência é semelhante à sofrida por Rachel.
O crime foi cometido menos de um ano depois que Cunha saiu da penitenciária, onde ficou por 18 anos cumprindo pena por homicídio e estupro. Ele também será ouvido por autoridades do litoral do Estado, que já possuem um mandado de prisão decretado contra ele pela Comarca de Matinhos. Cunha também tem passagens por falsificação de documentos e falsidade ideológica.
Rachel estava desaparecida desde a última segunda-feira, depois que saiu da escola onde estudava, no centro de Curitiba e seguia para a Praça Rui Barbosa. Ela fazia o trajeto para a casa de ônibus e desacompanhada. Seu corpo foi encontrado na madrugada de quarta-feira, dentro de uma mala deixada na Rodoferroviária de Curitiba, com sinais de estrangulamento e violência sexual.


