Preso não pode fumar e tem de fazer a barba
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de setembro de 2000
De Curitiba 
Amparada em uma lei que proíbe o cigarro em prédios públicos, a direção da Penitenciária Industrial de Guarapuava decidiu vetar esse hábito entre os detentos. O cigarro acaba virando moeda nos presídios e, além disso, aqui os presos trabalham com materiais inflamáveis, o que poderia provocar incêndios, justifica a diretora, Juraci Freitas, funcionária pública.
Além disso, eles não podem manter consigo todo o dinheiro que ganham, mas apenas R$ 50,00. Dos R$ 151,00 que recebem, 25% vai para o Fundo Penitenciário Estadual que aplica os recursos em outros presídios. O restante é dado à família do detento. Ao invés de ser um peso para a família, ele passa a contribuir, diz o diretor da Humanitas, Francisco de Paula.
A disciplina interna é rígida. Todos os detentos são obrigados a fazer a barba diariamente. Entre trabalho (na indústria, lavanderia, cozinha ou faxina) e estudo, eles ocupam oito horas diárias. (V.D.)


