Amparada em uma lei que proíbe o cigarro em prédios públicos, a direção da Penitenciária Industrial de Guarapuava decidiu vetar esse hábito entre os detentos. ‘‘O cigarro acaba virando moeda nos presídios e, além disso, aqui os presos trabalham com materiais inflamáveis, o que poderia provocar incêndios’’, justifica a diretora, Juraci Freitas, funcionária pública.
Além disso, eles não podem manter consigo todo o dinheiro que ganham, mas apenas R$ 50,00. Dos R$ 151,00 que recebem, 25% vai para o Fundo Penitenciário Estadual – que aplica os recursos em outros presídios. O restante é dado à família do detento. ‘‘Ao invés de ser um peso para a família, ele passa a contribuir’’, diz o diretor da Humanitas, Francisco de Paula.
A disciplina interna é rígida. Todos os detentos são obrigados a fazer a barba diariamente. Entre trabalho (na indústria, lavanderia, cozinha ou faxina) e estudo, eles ocupam oito horas diárias. (V.D.)

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