Preso menor acusado de atirar em policial
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sábado, 09 de setembro de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
A Polícia Militar (PM) de Cascavel apreendeu na noite de anteontem o menor G.E.E, 17 anos, acusado de ter atirado em dois soldados durante assalto, na madrugada de sexta-feira, na região central da cidade. O policial Nilson Weibber Fiuza, 32 anos, foi morto com três tiros de revólver e pistola. Seu colega João Carlos Tavares, 30 anos, recebeu um tiro de raspão na cabeça.
Delsir Antonio de Oliveira, 28 anos, o Cabelo, que já esteve preso por receptação, recebeu três tiros de outros policiais que cercaram o local do assalto, o posto de gasolina Quatro Rodas em frente ao fórum. Cabelo, que está no Hospital Regional de Cascavel, sob guarda, disse ontem que o menor foi o autor dos disparos. G.E.E foi apreendido no bairro Interlagos (zona norte).
O menor disse que fez disparos, mas garantiu que Cabelo também atirou contra os policiais. O adolescente está recolhido à Delegacia do Menor. A PM procura outros envolvidos no episódio, pois várias pessoas estavam no posto de gasolina, possivelmente integrando o mesmo bando que roubou R$ 112,00 do caixa. Eles usavam uma motocicleta que foi abandonada no local, e uma Parati preta de propriedade de Cabelo.
A Parati teria sido usada em outros assaltos, por isso, quando os soldados Fiuza e Tavares a viram estacionada no posto, aproximaram-se, mas não tiveram tempo de qualquer ação, pois imediatamente começaram a ser alvejados. Os assaltantes chegaram a roubar os dois revólveres dos policiais. Segundo o tenente Wagner Blum, do Grupo de Operações Especiais do 6º BPM de Cascavel, estas e outras armas ainda não foram encontradas.
Nilson Weibber Fiuza morreu no local. Ele tinha uma filha de 4 anos. Seu corpo foi sepultado na manhã de ontem no cemitério do bairro Guarujá (zona oeste), onde residia. O 6º BPM prestou-lhe honras militares e à viúva Ana Paula Fiuza, 25 anos. O sepultamento foi marcado por visível tensão entre policiais, revoltados com o assassinato. O comandante do batalhão, tenente-coronel Amauri de Lima, frisou que cabe à Justiça a punição aos criminosos.


