A prisão do assaltante Luiz Carlos Faria no último final de semana deixou o Centro de Operações Especiais Policiais (Cope) mais perto de desbaratar uma das maiores quadrilhas especializadas em roubo de carga do País. Luiz Carlos foi preso na cidade de Sertãozinho, em São Paulo, quando confessou ter realizado o desvio de uma carga de defensivos agrícolas.
O carregamento havia sido feito na cidade paulista de Campinas e teria como destino o Rio Grande do Sul. A polícia informou que a carga acabou sendo desviada para o município de Cianorte (Norte do Paraná), e que Luiz Carlos Faria teria recebido um cheque de R$ 4 mil pelo serviço.
Esse cheque, assinado por Airton Antônio Novo, é o principal indício de que esse receptador seria o principal líder da quadrilha. Além disso, Novo já havia sido apontado como chefe de uma das maiores quadrilhas de roubo de carga do País por outros integrantes da gangue presos anteriormente.
Ramificação - O Cope descobriu que a quadrilha age em diversas cidades do Paraná. As ramificações chegam à cidade de Abatiá (Norte do Paraná), município em que foram localizadas duas cargas de café desviadas da empresa Cacique Café Solúvel, que tem uma fábrica em Londrina.
A polícia está centralizando as investigações nas cidades de Cascavel, Bandeirantes e Toledo, onde existem denúncias do envolvimento de empresários na receptação de cargas de defensivos agrícolas roubadas.

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